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Varíola dos Macacos: Escala de contágio não se compara à COVID-19

Nesta sexta feira (29) Brasil registra a primeira morte depois de pouco mais de dois meses dos primeiros casos confirmados no mundo




Dois anos se passaram desde o inicio da pandemia de COVID-19 e agora a Varíola dos Macacos vem atraindo atenção dos médicos e cientistas. Já são 978 pacientes confirmados em todo o país, sendo 2 deles no Espírito Santo. Entretanto, os números, escala de contágio e efeitos da doença não são nem remotamente comparáveis aos da COVID-19.

A doença é comum nas Áfricas Ocidental e  Central, onde a taxa de mortalidade é de 1% e 10%, respectivamente.


Em comparação com a COVID-19

Dentre as diferenças entre a Varíola dos Macacos e a COVID-19 está a menor chance de contágio, identificação mais rápida dos sintomas (já que um deles é a erupção cutânea) e controle maior sobre os surtos. A doença pode ser transmitida por contato físico prolongado, gotículas respiratórias ou contato entre feridas abertas.

Além disso, a transmissão não é tão facilmente efetiva se não há contato direto com as lesões da pessoa infectada. O uso de máscaras de proteção, como as usadas contra a COVID precisam ser utilizadas somente na necessidade de se obter contato muito próximo a pessoas. Passar pelas pessoas normalmente nas ruas dificilmente fará com que se contraia a doença.


Transmissão pela atividade sexual

Uma vez que uma das formas de infecção se dá pelo contato com as feridas de uma pessoa infectada, o sexo é uma das formas de transmissão, já que possui o contato por fricção pele com pele. Segundo estudos, homens gays e bissexuais com menos de 40 anos têm sido os mais afetados pelo vírus desde que os primeiros casos foram registrados pelo mundo.

 

A Monkeypox (como também é chamada a Varíola dos Macacos), possui uma mortalidade consideravelmente menor que a COVID-19 e já possui vacina eficaz contra a infecção do vírus da família ortopoxvirus. Por outro lado, as lesões e erupções cutâneas são o que mais chamam a atenção de médicos. Elas podem aparecer em locais variados do corpo, como face, mãos, pés, região genital e perianal, deixando cicatrizes piores que as da catapora.

Segundo o gerente estadual de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, ressalta que o vírus não é propagado pelo ar, como a COVID-19, sendo a principal forma de transmissão o contato direto com objetos contaminados, lesões na pele de pessoas infectadas e gotículas de saliva. Entretanto, os mesmos cuidados tomados contra a COVID 19 são válidos contra esse novo patógeno. Higienizar as mãos, roupas e objetos regularmente são importantes uma vez que o vírus pode sobreviver por longos períodos nessas superfícies.




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